Paisagens sonhadas: imaginação geográfica e deriva melancólica em Jauja

Angela Prysthon

Resumo


A fabulação cartográfica e topológica está na base do discurso fundante da América. Jauja (2014), de Lisandro Alonso, é um herdeiro dessa tradição, é um produto dessas narrativas e forma parte da promessa das “terras do nunca” da história. Ao comparar Jauja com a obra anterior de Alonso, vamos observar como as texturas do filme compõem espectros de uma topologia colonial, inspirada por outras tradições pictóricas, pela literatura de viagens e, principalmente pelo western. Jauja é simultaneamente uma ruptura com os seus quatro filmes precedentes e uma continuidade de sua elaboração sobre a solidão e a deriva melancólica em paisagens vastas.

Palavras-chave: Paisagem. Deriva. Imaginação geográfica. 


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